segunda-feira, 27 de agosto de 2012

FÉ É VIDA


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Separar fé e vida, está aí um grande equívoco cometido pela maioria dos cristãos. Ser cristão exige de nós a vivência diária da vontade de Deus. Portanto, não há como se dedicar ao Senhor dentro da Igreja e fora dela fazer o que quiser. Questões como votar, cuidar do meio ambiente, tratar bem as pessoas e outras, acabam sendo tratadas pela maioria dos cristãos como algo separado da religião. Afinal, servir a Cristo se restringe a orar, dar esmola e ir para um templo? É claro que não!
Temos que ser discípulos de Jesus em tempo integral e em todos os lugares onde estivermos. Não é só ir à Igreja, fazer minhas orações e ler a Bíblia e pronto. Se faz necessário a prática da vontade de Deus. E fazer o que o Senhor quer também é ser um cidadão. Ou seja, gozar dos seus direitos e deveres. Por isso, ser cristão também é não jogar lixo nas ruas, procurar votar consciente, não desperdiçar água nem energia elétrica, ceder o assento do ônibus ao idoso, ajudar nas tarefas domésticas (lavar pratos, varrer casa, etc), ajudar o irmão na escola ou faculdade, respeitar as filas, entre outras coisas.
É bom lembrar que a implantação do Reino de Deus não vai se dar apenas pelas orações, mas também pela prática do bem. Jesus não viveu somente de palavras. Ele sempre fazia algo concreto e só depois que pregava. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”, (Mt 7,21)  já nos advertia Jesus.
LEIA: Tg 2

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Nós Precisamos do Espírito Santo!


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"O Espírito Santo vos inspirará naquela hora o que deveis dizer"(Lc 12,12)! Somente Deus "sonda o abismo do coração humano, e penetra os seus pensamentos mais sutis" (Sr 42,18). Ele sabe o que chegará ao nosso coração e  o que não chegará. Já, conosco, obviamente, isso não acontece, pois não conseguimos "ver" o interior das pessoas. Nós, cristãos, fomos feitos "pescadores de homens" (Mt 4,19), e, como todos os pescadores, geralmente só vemos a superfície da água, mas não o peixe, na profundidade. Dessa mesma forma, nós só conseguimos ver o exterior das pessoas. O interior delas somente o Senhor pode ver (1Sm 16,7). Nós, cristãos, se quisermos conhecer o interior das pessoas, precisamos de uma ajuda especial.

Quando Jesus nos chamou para sermos pescadores de homens, Ele nos enviou o Espírito Santo para nos ensinar como fazê-lo. O Espírito Santo, portanto, é a ajuda especial de que precisamos. Ele nos ensina, a cada momento, o que devemos dizer (Lc 12,12), para que as pessoas sejam tocadas. Se tentarmos utilizar nossas próprias palavras, mesmo que sejam eloquentes, de pouca valia elas serão. Somente as palavras que o Espírito Santo nos inspira a dizer conseguem atingir os corações das pessoas, e as fazem abrirem-se a Ele.

Jesus, ao operar através do Espírito Santo, nos dá uma palavra cheia de sabedoria, à qual não podem resistir nem contradizer os nossos adversários (Lc 21,15). Por isso, sempre e a todo momento, pecamos pelo Espírito Santo. Ele é o Comunicador Maior que pode nos ensinar tudo o que devemos falar. É uma graça que devemos valorizar muito. E, "se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito" (Gl 5,25). Ó, vinde Divino Espírito Santo!
Oração: Divino Espírito Santo, colocai em minha mente tudo o queVós desejais que eu fale, e retirai de minha mente tudo o que eu não devo falar. Ensinai-me "o que devo dizer e o que devo ensinar" (Jo 12,49).


Fonte: Um Pão, Um Corpo - nº 63

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A santidade é feita de instante


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I Carta de São Paulo ao Timóteo capitulo 4, versículo 12 ao 16. "Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade. Enquanto eu não chegar, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não negligencies o carisma que está em ti e que te foi dado por profecia, quando a assembléia dos anciãos te impôs as mãos. Põe nisto toda a diligência e empenho, de tal modo que se torne manifesto a todos o teu aproveitamento. Olha por ti e pela instrução dos outros. E persevera nestas coisas. Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem."
Vamos hoje meditar sobre a ação de do Espírito em nós que nos convida a ser santo. Santidade muitas vezes foi compreendida como algo longe, às vezes pensamos que nosso jeito de viver não nos levará a santidade, porque você está ancorado nos santos antigos que tem suas imagens. Muitas vezes ligamos a santidade ao sofrimento.
Santificar é você descobrir que o projeto de santidade, é o Espírito Santo que move as diferentes pessoas nos diferentes tempos e faz uma obra maravilhosa. Os santos que estarão nos andores nas nossas Igrejas no futuro estão aqui no rincão, estão em casa. Você já imaginou sua imagem? Quais as reais possibilidades do Espírito Santo gerar em você um testemunho fiel? Santidade é isso, é testemunho, é processo de transformação do coração do homem para ser semelhante a Jesus.

http://jovemdoevangelho.blogspot.com.br


Os santos de calça jeans, os santos da modernidade estão para nascer depende de nós, depende do nosso coração, precisamos ser santos com computador, e com bateria. A santidade é feita de instante, é feito do agora, se em você neste momento não tem atitude pecaminosa, você está em um momento de santidade. Mas você precisa está atenta ao seu coração, vigiar sobre si mesmo para não sair desta graça. Não negligencie a felicidade que Deus te concede, e felicidade é santidade, não estou falando desta felicidade passageira.
A nossa visão está projetada para fora, muitas vezes para o outro, para o que o outro pensa de nós, e não lembramos o que Deus pensa de nós. O que você vive hoje é santidade? São Paulo fala a Timóteo, Timóteo cuidado com seu jeito de viver, de agir, de sentir. Digo a você vigie, cuide-se! Quantas vezes você não é feliz por causa do outro? E quantas vezes somos empecilhos para felicidade do outro porque faltou vigilância. Precisamos nos cuidar para não nos tornarmos pessoas insuportáveis. Santidade é concreto, é do jeito que nos tratamos quando acaba a pregação, quando estamos na fila. É muito fácil nos fechar o sofrimento e nos indispor na transformação que Deus quer fazer conosco, deixa de se enjoado, seja santo, os altares já estão pronto só falta os santos.


Pregação Pe. Fábio de Melo, no dia 10 de Maio 2008 – Acampamento de Pentecostes CN
Transcrição: Elcka Torres



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Você é um católico de verdade ou apenas de “fachada”?


http://www.comunidadecatolicakairospe.com.br
Gostaria de discutir o problema da adesão à fé católica, não na perspectiva prática, porque nesta seara, infelizmente, por causa do pecado, os católicos vivemos os ditames do evangelho mais ou menos. Quero tratar do tema no viés doutrinal.Neste diapasão, ou se é 100% católico ou não se é católico em hipótese nenhuma.

Não posso ser católico e, ao mesmo tempo, advogar a tese de que Jesus não fundou nenhuma Igreja específica; apenas instaurou uma novel religião. Não posso ser católico e perfilhar a teoria de que nossa Senhora teve relações sexuais com seu casto esposo. Não posso ser católico e, concomitantemente, asseverar que não há demônios nem Satanás.Não posso ser católico e, outrossim, prestar atenção ao espiritismo.

Não posso ser católico e fazer ouvidos moucos ao que o papa ensina. Não posso ser católico e me colocar em prol do aborto, ou, então, ficar em cima do muro. Eis somente alguns exemplos. Qual é a questão de fundo? Em minha opinião, é o relativismo, já bastas vezes exprobrado por Bento XVI, combinado com uma equivocada interpretação do ecumenismo.

Exemplificando, a pretexto de não vulnerar a suscetibilidade dos nossos irmãos separados, a doutrina protestante não é mais herética: cuida-se apenas de visões diferentes, verberam alguns. Deixemos o mínimo que nos separa, postulam outros, e nos unamos no máximo que nos é comum! Que máximo é esse, se frei Lutero solapou todos os sacramentos, preservando unicamente o batismo?

Quando o mal da não adesão plena e obsequiosa é perpetrado por certos padres, estamos em face de uma vicissitude gravíssima. Aqui, em vários casos, vigem a arrogância e a soberba, uma espécie de desdobramento do pecado original: quer-se saber mais do que a Igreja de Cristo!

Temos de ser ecumênicos sim, sempre amorosos com nossos irmãos separados e com os membros de qualquer religião, cônscios de que não somos melhores do que eles e que Deus ama todos os homens.No entanto, devemos resgatar nossa belíssima identidade católica, assumindo-a plenamente, sem respeitos humanos, acatando cabalmente o magistério. Esta obrigação é ainda mais urgente por parte dos padres, que têm o múnus de industriar a puríssima doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo, custodiada pela Igreja católica.


Edson Luiz Sampel
Doutor em direito canônico, Professor do Instituto Pio XI (Unisal) e da Escola Dominicana de Teologia (EDT), Membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC).

*Artigo para o jornal O São Paulo

Retirado do http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/